O HAIKAI E A CRISE DA METAFÍSICA. Luiza Lobo. Rio de Janeiro, Numen, 1993. 78 p.
O livro contém dois ensaios, "O pós-moderno e a crise da metafísica ocidental" na sociedade (item 1) e na linguagem (item 2), e Encontro Oriente/Ocidente.
O primeiro pretende discorrer sobre a crise da metafísica, visível no panorama filosófico, das mentalidades e dos comportamentos atual, baseando-se no livro de Jean Baudrillard L'échange symbolique et la mort, entre outros autores, como Jacques Derrida, Sarah Kofman, Freud e Jonathan Culler. O desenrolar da história das idéias neste final de século parece apontar para uma crise levada ao paroxismo provocada pelo capitalismo desenfreado apontado por este autor, que contamina a linguagem e o plano das ações (ver Crátilo), onde ações se acumulam em séries, se repetem, simulam, criando simulacros e falácias. O real se funde no hiperrealismo e, como no surrealismo de Antonin Artaud, Luiza Lobo procura enxergar no ideograma e na escrita do Oriente um caminho para fora da dicotomia insolúvel ocidental entre natureza e cultura, concreto e abstrato.
O segundo ensaio é a publicação de uma pesquisa realizada para apresentação de um trabalho no XIII Congresso da Associação Internacional de Literatura Comparada no Japão, que se realizou em Tóquio, e foi publicada nos Anais do Congresso em inglês, posteriormente (ver currículo). Pretende recuperar a história do haicai no Japão, na França, de onde passou para o Brasil, e assim como o seu uso no Brasil, pelos diferentes autores que o empregaram servilmente, na forma francesa de 5-7-5 sílabas, o renovaram, acrescentando-lhes títulos, o alteraram, suprimindo as estações do ano e outras características, ou apenas se inspiraram nele. A partir do zenbudismo e da utilização de "haicais" por Leminski, no pós-modernismo, delineia-se o fundo de nonsense que é altamente inspirador para a literatura e mostra as dissonâncias e desistências do pensamento metafísico ocidental, que busca no Oriente novos caminhos.
O primeiro pretende discorrer sobre a crise da metafísica, visível no panorama filosófico, das mentalidades e dos comportamentos atual, baseando-se no livro de Jean Baudrillard L'échange symbolique et la mort, entre outros autores, como Jacques Derrida, Sarah Kofman, Freud e Jonathan Culler. O desenrolar da história das idéias neste final de século parece apontar para uma crise levada ao paroxismo provocada pelo capitalismo desenfreado apontado por este autor, que contamina a linguagem e o plano das ações (ver Crátilo), onde ações se acumulam em séries, se repetem, simulam, criando simulacros e falácias. O real se funde no hiperrealismo e, como no surrealismo de Antonin Artaud, Luiza Lobo procura enxergar no ideograma e na escrita do Oriente um caminho para fora da dicotomia insolúvel ocidental entre natureza e cultura, concreto e abstrato.
O segundo ensaio é a publicação de uma pesquisa realizada para apresentação de um trabalho no XIII Congresso da Associação Internacional de Literatura Comparada no Japão, que se realizou em Tóquio, e foi publicada nos Anais do Congresso em inglês, posteriormente (ver currículo). Pretende recuperar a história do haicai no Japão, na França, de onde passou para o Brasil, e assim como o seu uso no Brasil, pelos diferentes autores que o empregaram servilmente, na forma francesa de 5-7-5 sílabas, o renovaram, acrescentando-lhes títulos, o alteraram, suprimindo as estações do ano e outras características, ou apenas se inspiraram nele. A partir do zenbudismo e da utilização de "haicais" por Leminski, no pós-modernismo, delineia-se o fundo de nonsense que é altamente inspirador para a literatura e mostra as dissonâncias e desistências do pensamento metafísico ocidental, que busca no Oriente novos caminhos.


